BICHEIRAS: o que são e como tratar


Ainda em construção.

Dra. Carmen Del Pilar V. de Zuna Quando chega o calor, tanto os cães quanto gatos são acometidos de bicheiras. Isto acontece quando a mosca pousa em pequenos ferimentos da pele, seja em animais debilitados, com feridas abertas ou muito idosos, colocando seus ovos, de onde nascem as larvas que se alimentam de secreções e tecidos, provocando fistulas (cavidades), que ocasionam dor e infecção do local e, em casos mais graves, atingem camadas mais profundas dos músculos e as vezes órgãos internos. O tratamento depende do grau e da extensão da lesão. Em casos severos há necessidade de pequenas cirurgias para eliminação das larvas e tratamento de suporte com soro endovenoso e aplicação de antibióticos parenterais. Quem melhor poderá avaliar cada caso e o seu Veterinário. Para evitar todos estes transtornos recomendo : Mantenha a higiene do local onde o animal fica: lave pelo menos uma vez ao dia o canil ou quintal com água e desinfetante; Mantenha o lixo bem protegido; Recolha as fezes do animal; Uma hora após alimentar seu animal descarte as sobras; Mantenha as vasilhas de água sempre limpas e com água fresca; Em animais de pelo longo, dê ao menos um banho por semana; Em cães de pelo mais curto escove e remova os pelos mortos; Verifique pequenas lesões e faça uma limpeza do local com um anti-séptico. Adaptado de texto da Dra. Carmen Del Pilar V. de Zuna, Médica Veterinária IMPORTANTE!!!!!!!! Algumas espécies (Dermatobia hominis) depositam por lesão uma única larva esbranquiçada conhecida por berne, produzindo uma miíase nodular cutânea; outras espécies (Cochliomyia hominivorax) depositam vários ovos, ocasionando inúmeras larvas na lesão denominada bicheira. Introdução É uma ectoparasitose denominada de miíases cutâneas, causada por larvas de dípteros, que parasitam animais de sangue quente, alimentando-se de tecidos vivos (biontófagas), sendo conhecidas como bicheiras. Por ser parasito obrigatório dos animais, as larvas causadoras das bicheiras, necessitam de tecidos vivos para sua sobrevivência. Causam lesões que são as miíases primárias, também chamadas de traumáticas, podendo aparecer ainda as secundárias, que são causadas por larvas que se alimentam de tecidos já necrosados. As bicheiras são mais abundantes durante os meses mais quentes do ano, como os de verão, coincidentemente com os maiores períodos de chuvas. Nesse período uma alta população da mosca causadora das bicheiras se encontra nos arredores das florestas, locais onde se concentram os bovinos, veados, gambás, raposas, pacas e outros animais silvestres. No Brasil, existe notificação da presença de larvas de bicheiras no rúmen de animais jovens. Etiologia O agente etiológico da miíase primária é um díptero denominado de Cochliomyia hominivorax (Coquerel,1858) e está distribuído por toda as regiões de clima tropical e subtropical, como na América Central, Caribe e América do Sul. No Brasil esta mosca é conhecida como "mosca varejeira" e em alguns países da América Latina e Guianas, como "Devoradora dos homens". Existe uma outra miíase, que não é causada por larvas biontófagas, que é a miíase secundária, causada por larvas da Cochliomyia macelaria, que é necrobiontófaga, pois se alimenta de tecidos mortos e em decomposição. A bicheira foi erradicada dos Estados Unidos, México e dos países Centroamericamentos após 40 anos de luta, a custo de U$ 1,200 bilhão. No programa de erradicação implantado pelo governo americano, foram integrados o controle químico com inseticidas organofosforados e a técnica de liberação de machos esterilizados com radiação gama. Ciclo Evolutivo A C. hominivorax desenvolve-se em regiões com temperaturas médias entre 20 e 30º C e Umidade Relativa do Ar superiores a 70%, sendo portanto, encontrada praticamente em todo o território brasileiro, cujo clima tropical favorece a sua proliferação. A sua incidência maior é no período das águas, quando as temperaturas se elevam dando condições favoráveis. No verão por exemplo, se encontram nos arredores das florestas, onde encontram grande abundância de animais domésticos e selvagens. As moscas fêmeas da C. hominivorax são fortemente atraídas para as feridas dos animais, devido à presença de sangue e do cheiro que são emanados destas. Ao encontrar um ferimento aberto, a mosca oviposita nos seus bordos e entre 12 e 18 horas eclodem as primeiras larvas, iniciando a penetração nas feridas para alimentarem-se. Existem situações em que, dependendo da localização da bicheira, as infestações se tornam profundas, caracterizando uma miíase cavitária, havendo casos em que vasos sangüíneos são atingidos provocando morte dos animais por hemorragia. O oviposição dos ovos da C. hominivorax é feita em feridas recentes, oriundas de castração, descorna, marcação, em recém-nascidos por exposição de umbigo, afecções do casco, mordeduras de morcegos, picadas de carrapatos, larvas de berne, feridas traumáticas por brigas de animais, arames, pedaços de madeira e objetos pontiagudos (ferrão, pregos) etc.. Vários infestações podem ocorrer na mesma ferida, o que aumenta consideravelmente o número de larvas infestantes, podendo levar o animal à morte. O período de duração do ciclo e desenvolvimento da larva da mosca nas feridas, varia de 5 a 7 dias. Esse estágio parasitário compreende 1º, 2º e 3º ínstar e, ao alcançar o último a larva se desloca da ferida caindo no solo, onde se transforma em pupa. As larvas por um fototropismo negativo (fogem da luz), penetram no solo onde se enterram entre 2,5 a 5 cm de profundidade, iniciando o período de pupação que pode variar de 8 a 10 dias. A larva atinge o estágio de pupa e passa por um processo de metamorfose, transformando-se em mosca adulta. Após 5 dias, ao emergir da pupa, a C. hominivorax copula e inicia a sua fase reprodutiva. A primeira postura pode ocorrer 5 a 10 dias após a cópula, continuando até os 45 dias de vida, sendo a média de 28-30, com um número aproximado de 400 ovos. Possui capacidade de dispersão de vôo e pode atingir até 350 Km durante o seu período de vida, na procura de animais com ferimentos. Pode ser também dispensada, quando transportada por meio de carros, aviões, barcos etc. Sintomas Os sintomas são claros onde se encontra uma ferida aberta com mau cheiro, com sangramentos e a presença das larvas no local, ocorrendo necrose dos tecidos e como conseqüência posterior, a possibilidade de retardamento do processo cicatricial. Em lesões mais graves o animal tem a sua vitalidade reduzida e pode ocorrer a perda das funções dos tecidos lesionados. Nas infestações maciças, subseqüentes, o animal fica debilitado podendo ocorrer o óbito. Nos ferimentos causados pelas bicheiras, ocorrem invasões de microorganismos diversos, levando ao aparecimento de uma infecção purulenta, que piora o caso clínico do animal. São as infecções secundárias causadas por bactérias Gram + e Gram - . Tratamento Para a cura das bicheiras, são utilizados vários compostos químicos, principalmente os organofosforados, os preferenciais o Coumafós, o Triclorfon e o Clorpirifós. Estes inseticidas são encontrados em várias formulações, apresentados em pós, líquidos, ungüentos e sprays, os quais estão associdos com antimicrobianos, antisépticos, piretróides, cicatrizantes e adstringentes. São inseticidas de ação residual curta e para evitar reinfestações, exigem inspeção e tratamentos frequentes nos animais. Na década de 80 foi lançado o grupo das Lactonas Macrocíclicas e delas, originaram-se as Avermectinas, destacando-se principalmente os fármacos como a Ivermectina, Abamectina e a Doramectina. Das Avermectinas, a Abamectina e a Doramectina têm mostrado melhor desempenho no controle das bicheiras, sendo utilizados rotineiramente como curativo e/ou preventivo nos ferimentos cirúrgicos como na castração e descorna. Até o momento não se tem observado resistência das larvas da C. hominivorax aos inseticidas. ================xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx==================== Miíases ou Bicheiras Recebem o nome de Miíases ou Bicheiras as doenças causadas pela invasão do tecido cutâneo por larvas de insetos dípteros, e em particular pelos chamados dípteros miodários; Conforme a biologia desses insetos, as respectivas afeções que causam são de duas categorias: 1 - BIONTÓFAGAS - Larvas que invadem os tecidos sãos, não necrosados, inclusive a pele íntegra São essas larvas chamadas de biontófagas, pois se desenvolvem a custa do tecido vivo, e por conseguinte, podendo comprometer o estado geral do homem ou do animal por elas parasitado. São essas larvas parasitas obrigatórias. Neste grupo estão agrupadas as seguintes espécies de insetos: Callitroga americana, Dermatobia hominis e Oestrus ovis. 2 - NECROBIONTÓFAGAS - Larvas que invadem exclusivamente tecidos já afetados por necrose de outras causas .Estas nutrem-se exclusivamente de tecido morto e porisso classificadas como necrobiontófagas; Algumas delas não são prejudiciais, pois limpam as feridas do material necrosado; Neste grupo estão as moscas do gênero Lucilia, que já foram inclusive utilizadas como meio terapêutico nos primórdios da medicina. Raríssimamente iniciam uma miíase, e com certa freqüência são encontradas como saprófagas de feridas ou cavidades infestadas por outras espécies do grupo anterior. As principais larvas deste grupo,pertencem aos seguintes gêneros de moscas: Sarcophaga, Lucilia, Phaenicia, Calliphora, Musca, Mucina e Fannia. Sob o ponto de vista médico, no Brasil, as miíases podem ser: 1 - Cutâneas - Miíases Furunculosas, produzidas pela Dermatobia homininis e pela Callitroga americana; Lesões parecidas à de furúnculos, daí o nome acima: Furunculosa. 2 - Cavitárias - a) Miíases das feridas - Callitroga macellaria; b) Nasomiíases - Miíases na região do nariz; c) Otomiíases - Localização na região dos ouvidos: d) Oculomiíases - Localizadas na região orbital; e) Cistomiíases - De localização na bexiga; f) Miíases intestinais - Quando sua localização é nos intestinos. As miíases causadas por larvas de moscas necrobiontófagas (que se desenvolvem unicamente em carne pútrida ou em tecidos orgânicos fermentáveis) tornam-se pseudoparasitas de lesões ou tecidos doentes; Determinam o que se denomina miíases secundárias, por ser necessária a presença de material necrosado da ferida ou cavidade, para seu desenvolvimento. Nas ulcerações, os danos em geral carecem de importância, pois as larvas se limitam a devovar os tecidos necrosados (mortos), não invadindo as partes sadias, e por conseguinte não ocasionando hemorragias. Estas foram já em passado recente utilizadas na "limpeza" de feridas, porque alimentando-se do tecido necrosado que existe em toda ferida, aceleravam e facilitavam o processo de cicatrização. Cabe ser observado que nas regiões onde ocorre a Leishmaniose cutânea, como na região amazônica, principalmente no Território Indígena dos Ianomâmis, são observados com muita freqüência as naso-miíases, que nada mais são que miíases secundárias de larvas de moscas necrobiontófagas, que se instalam na região do nariz, nas lesões causadas primariamente pela Leishmania tegumentar. As Miíases intestinais são sem sombra de dúvida, causadas pela ingestão de ovos ou larvas, por meio de bebidas ou alimentos por esses ovos ou vermes contaminados, e suas conseqüências carecem em geral de gravidade, produzindo algumas vezes apenas náuseas, vômitos e diarréia. Não obstante, a intensidade desses sintomas dependem da sensibilidade do próprio enfermo, e do número de larvas ingeridas. Segundo alguns autores, as larvas de moscas são resistentes à ação de certas substâncias, inclusive à ação dos sucos digestivos, podendo viver durante algum tempo no tubo digestivo. Para o tratamento das bicheiras, quando as mesmas são superficiais (cutâneas), basta aplicação local de qualquer substância que seja ativa contra os insetos em geral, e concomitantemente não seja tóxica ao hospedei-ro, para que as larvas ou morram ou simplesmente sejam expulsas do local onde se encontram, e a cicatrização subsequente do ferimento leve a bom termo a cura da enfermidade. Quando se dá o caso de serem as bicheiras cavitárias, como é o caso das gasterofiloses eqüinas, seu diagnóstico pelas técnicas coprológicas usuais não é possível, a não ser quando encontradas larvas íntegras no bolo fecal desses hospedeiros, o que pode ocorrer porém de forma fortuita, e portan-to o simples exame de fezes com resultado negativo não descarta sua ocorrência. A presença de ovos íntegros ou as larvas desses ovos já eclodidas, aderentes aos pêlos dos membros anteriores e nos espaços intermandibulares, é indicativo do parasitismo pelos gasterophilus. Durante muito tempo, os únicos tratamentos conhecidos para o combate à gasterofilose eqüina, foi com a utilização de bissulfeto de carbono administrado oralmente e contido em cápsulas de gelatina.Devido sua toxidez, caso administrado sem a devida técnica, muitas vezes causava a morte do animal hospedeiro quando do seu tratamento com essa substância farmacêutica. Com a descoberta das substâncias organo-fosforadas, os produtos sintéticos triclorfon e diclorvos, mostraram-se eficazes contra todos os estágios da fase larval desses insetos. O primeiro deles tem sido o produto mais utilizado em nosso meio, isola-damente ou em associação, sob a forma de pasta, com benzimidazoles. Sen-do pequena a margem de segurança, no que diz respeito a dose desses produ-tos, que tem sua dose terapêutica fixada em 35/40 mg por quilo de peso vivo do animal, deve tal dose ser fixada e criteriosamente observada quando do tratamento, sob pena de resultados desastrosos, inclusive com possível morte do animal. Em fins dos anos 70, foram desenvolvidos novos fármacos, obtidos da fermentação de um fungo: (Streptomyces avermitilis), isolado do solo, no Japão. Uma dessas avermectinas, denominada de B1, apresentou ação anti-parasitária contra todas as fases larvárias desses Gasterophilus, tanto nos ecto quanto endoparasitas. Recentemente, o anti-helmíntico salicilanilídico closantel, utilizado geralmente associado aos benimidazoles, sob a forma de pasta, mos-trou-se também eficaz como gasterofilicida, inclusive impedindo reinfestações dos eqüinos até cerca de dois meses após o tratamento. As miíases ocorrendo em praticamente todo território brasileiro devido nossas condições climáticas predominantemente tropicais e equatoriais que muito favorecem o desenvolvimento dos insetos em geral, possibilitam sua multiplicação em ritmo acelerado, e com isso concomitante aparecimentos de bicheiras em nossos rebanhos, quer bovinos, suínos, eqüinos, ovinos ou caprinos. As perdas decorrentes dessas miasses se traduzem principalmente por menor rendimento dos rebanhos explorados, quer na produção de leite, quer na produção de carne e seus subprodutos como o couro, este último muito depreciado pela bicheira. TRABALHO CIENTÍFICO TRATAMENTO DE MIÍASES CUTÂNEAS EM CÃES COM NITENPYRAN Miíase é a invasão de tecidos ou cavidades abertas do organismo animal por larvas de dípteros (1). São consideradas miíases específicas aquelas causadas moscas cujas larvas são parasitas obrigatórios, pois nutrem-se de tecidos vivos. As miíases são divididas em três formas conforme sua localização: cutânea (depósito de ovos de mosca em ulcerações de pele), cavitária (depósito de ovos de moscas nas cavidades nasal, oral, anal, auditiva, orbital, etc.) e intestinal ( por ingestão de larvas em bebidas ou alimentos contaminados) (4). Nos cães, as miíases são causadas principalmente por moscas da família Cuterebride, principalmente da espécie Dermatobia hominis – que causam uma miíase furunculóide primária denominada popularmente como “berne” e por moscas da família Calliphoridae, pricipalmente da espécie Cochliomyia hominivorax – que causam uma miíase ou cavitária denominada popularmente como bicheira. A Cochliomya hominivorax realiza as posturas em ferimentos recentes da pele ou cavidades, cada fêmea colocando até 350 ovos aglomerados, podendo efetuar várias posturas com intervalos de 3 a 4 dias . Em condições ótimas de temperatura e umidade do ar, o ciclo evolutivo completa-se em 21 a 23 dias. As larvas possuem enzimas proteolíticas, responsáveis pela digestão dos tecidos do hospedeiro. A lesões aumentam gradativamente e exalam um odor repulsivo. De acordo com a localização da míiase, poderá ocorrer peritonite, claudicação, cegueira, afecções dentárias, etc. Os animais ficam inquietos, deixam de se alimentar e emagrecem. A morte pode ocorrer por toxemia, hemorragia ou infecções bacterianas secundárias(2). Para o tratamento da miíases cutâneas e cavitárias, são indicados tradicionalmente a limpeza do local, depilação (se necessário), debridamento de tecidos necrosados, remoção das larvas, terapia antimicrobiana local e/ou sistêmica, tratamento local com repelentes e larvicidas e terapia de suporte, se necessário (3). Os médicos veterinários brasileiros tem utilizado como medicação larvicida prévia a limpeza da miíase a droga nitenpyram (Capstar - Novartis saúde Animal), muito embora tal medicamento não tenha essa indicação pelo fabricante, nem encontra-se relatos de uso ou experimentos disponíveis na literatura médico-veterinária que embasem tal utilização. O nitenpyram é indicado para tratamento de rápida ação nas infestações de pulgas em cães e gatos, sendo sua ação iniciada entre 15 a 30 minutos após a administração oral, matando todas as pulgas que estejam no animal em até seis horas. Permanece ativo nos cães por 24 horas e nos gatos por 48 horas. A dose recomendada é de 1 mg/kg por quilo corporal, ou, um comprimido de 11,4 mg para gatos, independente do peso, e um comprimido de 11,4 mg para cães até 11,4 kg e um comprimido de 57 mg para cães acima de 11,4 kg(5). O nitenpyram é uma droga pertencente ao grupo dos nicotinóides, que agem no sistema nervoso central dos insetos e mamíferos, causando bloqueio pós-sináptico irreversível nos receptores nicotinérgicos da acetilcolina. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso do nitenpyram como larvicida para larvas de moscas Cochliomya hominivorax em miíases cutâneas e cavitárias em cães atendidos no HCV/UFRGS, utilizando-se a mesma dosagem recomendada pelo fabricante como pulicida. Foram utilizados 17 cães atendidos na clínica de pequenos animais com diagnóstico de miíase cutânea ou cavitária por larvas de Cochliomyia hominivorax. Os animais foram avaliados clinicamente e foi administrado nitenpyram na dosificação indicada pelo fabricante como pulicida em todos animais, ficando as dosagens assim distribuídas: 3 cães receberam doses entre 1 – 1,50 mg/kg; 5 cães doses entre 1,51 – 2,00 mg/kg; 5 cães doses entre 2,01 – 2,50 mg/kg; 3 cães doses entre 2,51 – 3,00 mg/kg e 1 cão a dose de 3,56 mg/kg. Nenhuma outra medicação foi prescrita ou efetuado qualquer procedimento de limpeza até o retorno. Os animais foram reavaliados em 24 horas para constatação do estado das larvas e da ferida. Dos 17 animais avaliados, 16 (94,11%) apresentaram, em 24 horas, morte em 100% das larvas encontradas, observando-se uma grande melhora no quadro clínico, com redução da ferida e, em muitos casos, com diminuição do número de larvas mortas e até ausência total de larvas, que caíram espontaneamente. Em um cão, cujo peso era de 55 kg e foi dado somente um comprimido de 57 mg (1,03 mg/kg), em 24 horas, observou-se ainda presença de larvas vivas. Foi dado então uma segunda dosificação de 57 mg, e em 24 horas, observou-se 100% de lavas mortas. Nos casos em que foram acompanhados no hospital, observou-se a morte de larvas num período em torno de 6 a 8 horas após administração da medicação. A melhora do quadro clínico da ferida foi visível em 24 horas, em muitos casos, até em períodos menores, com redução do edema, contaminação e tamanho da ferida. A limpeza, somente realizada após 24 horas da administração, foi muito facilitada, não sendo necessário, na maioria dos casos, a anestesia do animal e a resolução do processo foi acelerada. Este experimento foi baseado unicamente nos quadros clínicos, não sendo realizado contagem, identificação sistemática das larvas, nem medição do tempo de ação do medicamento sobre a morte larval. Não foi realizado também nenhum acompanhamento hematológico ou bioquímico do animal em relação ao efeito da droga. Embora tais estudos mais pormenorizados devam ser realizados, nenhum animal apresentou quaisquer alterações clínicas, não evidenciando sinais de toxicidade da droga nas dosagens utilizadas. Concluiu-se que o nitenpyram mostrou-se eficaz como larvicida para larvas de moscas Cochliomyia hominivorax em miíases em 94,11 % dos cães estudados, utilizando-se as doses indicadas como pulicida pelo fabricante. Autores: Mauro Luís da Silva Machado e Eglete Maria Pacheco Rodrigues – Médicos Veterinários do Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS – email: mauro.vet-ufrgs@bol.com.br


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